sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Já existe um semáforo para quem não enxerga cor

A legislação brasileira impede que pessoas com dificuldade para identificar as cores do semáforo dirijam. Mesmo assim, muitos daltônicos (os principais afetados pela regra) tiram carteiras de habilitação e dirigem todos os dias por aí. Foi um desses motoristas que inspirou o trabalho de conclusão de curso das alunas Paloma Bellatrix e Bianca Ochsenhofer do curso de Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica, da Fundação Educacional Inaciana (FEI).
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Um amigo das estudantes comentou que, apesar de ter daltonismo, precisava encarar o trânsito na cidade de São Caetano e sua maior dificuldade era na hora de identificaros estágios do semáforo (verde, amarelo e vermelho) – principalmente porque os equipamentos na cidade são posicionados na horizontal, o que dificultava a associação do motorista daltônico. Para tentar reduzir o perigo que esses motoristas representam no trânsito, e também para auxiliar qualquer pessoa com dificuldade visual, Paloma e Bianca criaram um “detector de estado de semáforo".
O protótipo criado pelas engenheiras mostra para o motorista, de forma escrita, o estado do semáforo. A criação funciona a partir de dois circuitos: o primeiro fica no próprio semáforo, de onde os estados são enviados via wireless para um segundo circuito, que é fixado no carro e serve para captar os sinais e decodificá-los. Para evitar transtornos em cruzamentos, o sensor do carro identifica a posição do veículo em relação ao norte magnético da Terra e, baseado nisso, decide de qual dos semáforos vai captar a informação. “Nossa ideia inicial não envolvia um sensor, mas vimos que dava muita interferência entre os semáforos. A bússola magnética é muito mais segura”, afirma Bianca.
As engenheiras pensam em melhorar o protótipo e colocá-lo no mercado, mas ainda faltam patrocinadores ou empresas que invistam na ideia. Elas pretendem, por exemplo, adaptar o equipamento para incluí-lo em sistemas GPS e incluir avisos sonoros, para que a pessoa escute o estado do semáforo ao invés de ler no equipamento.  “Nosso projeto pode ficar bem barato e tem a vantagem de ajudar não só os daltônicos, mas também pessoas com visão normal. Existem várias situações em que o motorista não consegue identificar o estado do semáforo, como em casos de neblina ou quando incide muita luz sobre o semáforo", explica Paloma.

Por que os mares são azuis?

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Ou verdes, como podemos visualizar em algumas fotos.
De acordo com o que já estudamos, a água é transparente, mas por que a água dos oceanos têm colorações entre o azul e o verde?
A água do mar pode apresentar várias cores, dependendo das partículas que estiverem em suspensão nela, da quantidade de luz solar incidindo sobre ela e da sua profundidade. Além disso, as cores que vemos dependem dos comprimentos de onda da luz que a água reflete e que são visíveis para os nossos olhos.
Dependendo da composição de determinado material, os diversos comprimentos de luz viajam por ele de maneira diferente. No caso da água do mar, o comprimento de onda próximo ao espectro do azul viaja até profundidades maiores, enquanto que os comprimentos de onda mais claros como vermelhos, amarelos e laranjas são absorvidos mais rápido. Além disso, as moléculas de água ajudam a propagar o comprimento de onda azul, absorvendo os comprimentos de onda mais claros e refletindo os tons de azul em diversas direções. É por isso que enxergamos a cor dos oceanos como sendo azul. Mas e os mares com águas verdes ou até marrons?
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No caso do mar verde, é possível que exista uma grande abundância de sedimentos ou plantas marinhas na água, interferindo na forma de como a luz é refletida. Já no caso das águas marrons, que normalmente ficam assim depois da passagem de alguma tempestade, a cor se deve à ação do vento e das correntes mais agitadas, que coletam mais areia e sedimentos que, por sua vez, ficam em suspensão na água.
Por último, outra hipótese é a de que a água reflete o azul do céu, embora esse efeito somente ocorra quando o mar se encontra bem tranquilo e em ângulos relativamente baixos. De qualquer forma, a maior parte dos oceanos é completamente escura, pois bem pouca a luz é capaz de chegar a profundidades superiores a 200 metros e nenhuma luz penetra a mais de mil metros.

A que distância caiu o raio?

O céu começa a ficar negro no meio do dia, as nuvens cinzas vão tomando tudo e, quando menos se espera, despenca aquela tempestade, cheia de chuva, ventos e raios. E não é muito raro nós tomarmos um grande susto com um raio que cai por perto e faz todo aquele barulho. E se prestarmos atenção, podemos até saber a que distância ele caiu da gente.

A luz e o som

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A luz viaja a uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, ou seja, ela chega “instantaneamente” aos nossos olhos, mesmo que o raio ocorra bem longe.
Já o som possui um velocidade bem menor, algo em torno dos 340 metros por segundo. Mas como o som é uma onda que se propaga pelo ar, sua velocidade pode variar para mais ou para menos, dependendo da umidade, pressão atmosférica e vários outros fatores, porém não é nada tão significativo assim.

Onde caiu aquele raio?

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Sabendo que a luz chega quase que instantaneamente aos nossos olhos, podemos assumir que na hora em que vemos o raio é exatamente o momento em que ele aconteceu, pois o atraso causado pela viagem da luz é irrelevante.
Sendo assim, só precisamos contar os segundos que demoram para que o barulho chegue até nosso ouvido, dessa maneira podemos estimar com boa precisão a distância que o raio caiu da gente.
Por exemplo, se demorar três segundo para que o barulho do raio chegue até você, basta multiplicar 340 por 3 e terá um resultado que dará algo em torno de 1 Km de distância.
Assim, sempre que quiser saber a que distância um raio caiu, basta contar o tempo entre a luz que ele gera e a chegada do barulho e multiplicar o número de segundo por 340. Dessa maneira você saberá exatamente por quantos metros escapou de levar um raio na cabeça.

Games of Thrones virou Lego

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Do seriado ao livro, tudo que traz o nome de George R. R. Martin e seu mundo mágico parece virar sucesso instantâneo. A coisa é tanta que cada episódio do seriado Game of Thrones tem uma média de 5 milhões de downloads ilegais, fora as pessoas que olham pela HBO mesmo ou que copiam dos amigos e coisas assim.
Por isso o mundo de Westeros tornou-se um produto mundial e um dos brinquedos mais clássicos do planeta não poderia deixar de ter uma série especial com os personagens e cenários de Game of Thrones. Assim a Lego criou uma linha especial, que certamente deixará os fãs dos livros e do seriado malucos:
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Como funciona o micro-ondas?

O micro-ondas é uma daquelas coisas que nos ajudam em todas as horas, pois qualquer comida ou bebida é rapidamente esquentada por ele, nos poupando todo o tempo que usaríamos para fazer algo no fogão. Mas como será que funciona essa maravilha da tecnologia?

O magnetron

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O micro-ondas usa um sistema muito inteligente para aquecer as coisas, pois ele faz com que as moléculas de água que existem nos alimentos se agitem, gerando o calor. Isso ocorre devido a utilização de ondas eletromagnéticas de alta frequência, geradas por uma peça chamada magnetron, que transforma a energia elétrica nessas ondas, que são similares as ondas de rádio.
Para completar, o sistema possui uma espécie de ventilador que joga essas ondas para todos os lados, elas, por sua vez, rebatem nas paredes feitas de aço e acabam “dando de cara” com os alimentos. Isso faz as moléculas de água se mexerem e gera o calor necessário para cozinhar ou aquecer a comida.

Perigos

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Apesar de ser algo bem comum em quase todos os lares, o micro-ondas possui seus problemas, pois nem sempre a vedação das ondas emitidas por ele é perfeita, assim recomenda-se que, quando ele estiver ligado, as pessoas fiquem a um metro dele para evitar problemas.
Segundo estudos, crianças com até 12 anos podem ter problemas se expostas a muitas ondas eletromagnéticas desses aparelhos, além disso, ele pode causar problemas de visão devido à grande quantidade de água que temos em nossos olhos. Por isso, mantenha distância, até mesmo se ele for bem novo.

A invenção

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É muito comum que grandes invenções sejam inventadas sem querer e foi exatamente isso que aconteceu no caso do micro-ondas, que só foi desenvolvido graças a um experimento militar.
Percy Spencer, que trabalhava na Raytheon, uma empresa que fazia magnetrons para radares militares, estava fazendo alguns testes quando notou que o chocolate que tinha no seu bolso derreteu. Vendo aquilo acontecer, ele foi checar se as ondas geradas pelo magnetron aqueciam as coisas de verdade e acabou descobrindo que isso acontecia para valer. Por isso resolveu testar outro alimento, e usando milho ele conseguiu fazer pipoca.
Em pouco tempo sua descoberta foi patenteada e o micro-ondas passou a fazer parte de nossa vida.